24/12/12

Retrospectiva 2012 3.7: Melhores Singles, Hits e Revelações



Depois de falarmos dos Melhores Clipes e dos Melhores Álbuns do Ano, chegou aquela hora de deixarmos (um pouco) de lado o criticismo e análise técnica da coisa, para eleger o que realmente fez nossas cabeças, seja nos mp8346382 iPods, seja as pixxxtas das baladas.
Vale ressaltar que, embora tenhamos colocado os clipes das músicas no post (e alguns deles sendo MUITO bons também), as escolhas se deram apenas pelo som (no caso dos singles) ou por motivos mais abrangentes (no caso dos hits). Explicações dadas, let's go!



Sky Ferreira - Everything is Embarrassing: Instrumentos acústicos, leves percussões e muitos sintetizadores se misturam num arranjo minimalista que, junto a voz gostosa e pastosa de Sky Ferreira, formam toda uma atmosfera noventista e despretensiosa. Talvez pelo fator surpresa, "Everything is Embarrassing", saída do EP Ghost, tenha se tornado um hino sem prometer a melhor música do ano.... De longe.




Passion Pit - Take A Walk: Despretensão também é a palavra de ordem em "Take A Walk", mas, dessa vez, desconfiamos que de maneira totalmente planejada, como bem falamos com relação ao Gossamer, álbum do qual a faixa saiu, que figura entre os melhores do ano de nossa retrospectiva. Introdução etérea, perfeito balanço de baixo, guitarra e bateria no refrão, vibe alegre e positivista e, dessa vez, o clipe ótimo também, fazem da canção o segundo melhor single do ano.



Scissor Sisters - Let's Have A Kiki: A história de "Let's Have A Kiki" é interessante. Inicialmente não seria mais que um single promocional, até porque, se pensarmos bem, é praticamente um interlude do disco Magic Hour, por ser repetitiva e quase um monólogo. Aí, devido a um vídeo fan-made, ela bombou tanto, que a banda decidiu trabalha-la melhor, com um clipe gostosinho (abaixo) e vários remixes. E que bom, pois se tornou praticamente a "Single Ladies" de 2012 - e a 3ª colocada aqui - devido a seu status quo gay!



Muse - Madness: Esse é um daqueles caso que é a canção forma toda uma trama em sua cabeça. Imagine então uma épica história de amor proibido, num futuro pós-apocalíptico. Assim é "Madness", single e faixa que melhor sintetiza o The 2nd Law, que por pouco não entrou em nosso top 10 de melhores álbuns. Seu começo lento, com back vocals repetitivos, batidas eletrônicas, construção ascendente e ápice, fazem dela uma música tão insana, que não poderia ter outro nome.



Imagine Dragons - It's Time: Guitarras que parecem bandolins, batidas (sampleadas da dupla Matt and Kim) que parecem palmas e soquinhos na mesa ou a marcha de um exército, melodia agradável e letra bacana fizeram, sem muitas explicações, que "It's Time" do Imagine Dragons - uma banda até então praticamente desconhecida - se tornasse um sucesso (sendo até performada em Glee), caísse nas graças do povo e da nossa. Ô música boa, sô!




Menções honrosas: Christina Aguilera - Your Body / Girls Aloud - Something New / Icona Pop feat. Charli XCX - I Love It / Jessie Ware - Wildest Moments / Karmin - Brokenhearted



Carly Rae Jepsen - Call Me Maybe: Soa estranho agora, mas nós fomos provavelmente o primeiro site brasileiro a falar de "Call Me Maybe", logo na semana em que foi lançada. E lógico que a gente não fazia ideia, na época, de que a música ia bombar TANTO. Por felizes coincidências (como um clipe genialmente bobinho e paródia feito por Justin Bieber) e sendo passada de boca à boca (pela internet e baladas), a canção foi galgando espaço na mídia e rádios, tornando-se o hit absoluto de 2012.



Maroon 5 - One More Night: Depois do Hands All Over, um álbum ligeiramente flopado, Adam Levine resolveu aproveitar seu destaque no reality-show The Voice, e chamando sua colega de programa para o single promocional "Moves Like Jagger". Deu tão certo, que serviu de experiência para que ele e sua trupe produzissem o Overexposed, um disco pop e cheio de swing contendo e-x-a-t-a-m-e-n-t-e o que as pessoas queriam escutar. E os números do single "One More Night" (e de "Payphone" também) tão aí pra comprovar.



PSY - Gangnam Style: O sucesso também não se deu pelos caminhos normais (pelo menos, fora da Coréia), e sim por seu 'fator viral'. Alguém viu, achou engraçado, compartilhou, outros viram (inclusive artistas, que começaram a fazer as coreografia por aí), fizeram o mesmo... E deu no que deu: 1 bilhão de visualizações no Youtube, ótimas posições em charts e até alguns prêmios. Qualidade musical? Nula. Mas, fora a versão do Latino, o sucesso é positivo, por abrir portas do ocidente à conterrâneos mais interessantes.



Fun. feat. Janelle Monáe - We Are Young: O grande problema com a maioria das músicas que fazem um sucesso absurdo é que, geralmente, ele é inversamente proporcional à sua qualidade e, por isso, se têm vida curta, enjoam rápido. Não é o caso de "We Are Young". E isso a fez ser apreciada por públicos muito distintos. Por mais rodada que tenha sido, ainda é gostosa de escutar. Talvez seja a letra, talvez a melodia, talvez a participação de Janelle Monáe, mas possivelmente tudo isso junto, que a tornou um hino.



Gotye feat. Kimbra - Somebody That I Used to Know: Assim como a colocação anterior, "Somebody That I Used to Know" é oficialmente um single do ano passado. Mas foi neste que ele realmente bombou. E, também como "We Are Young", serviu para comprovar que, em tempos de internet e globalização, alternativo e mainstream se misturam, e podem ser conceitos muito relativos.





Menções honrosas: Jennifer Lopez feat. Pitbull - Dance Again / Kelly Clarkson - Stronger (What Doesn’t Kill You) / Nicki Minaj - Starships / Rihanna - Diamonds / Taylor Swift - We Are Never Ever Getting Back Together



Azealia Banks: Ainda nesse papo de que dividir música entre hipster e mainstream é bobagem, além de Gotye e Fun., e outros em destaque em 2012, como Lana, Marina e Florence, outra artista que comprova tal tese é Azealia Banks. Embora o rap feminino tenha ganho mais espaço nos últimos anos, Banks - que tecnicamente nem álbum de estreia lançou ainda - veio para preencher o espaço vago com um hip-hop mais "classudo", que já tem representantes masculinos, como Kanye West, Frank Ocean e The Weeknd.

Carly Rae Jepsen: Poucos sabem, mas ela não surgiu do nada. Carly ficou em 3º lugar no Canadian Idol de 2007 e até lançou um álbum antes de estourar, o Tug of War, de 2008. Mas foi só agora, com "Call Me Maybe", por motivos já explicados neste mesmo post, que atingiu o sucesso mundial. Seu novo álbum, Kiss, é de um pop chiclete e despretensioso, que muito lembra One of the Boys da Katy Perry, e, assim como ela, alguns podem achá-la bobinha agora, mas pode surpreender e fazer ainda mais sucesso no futuro.

Jessie Ware: Se no segundo semestre do ano passado, o meio especializado e modernetes só falavam de Lana Del Rey, neste, a cantora da vez é Jessie Ware. A britânica que anteriormente trabalhava mais nos bastidores, como backing-vocal do SBTRKT por exemplo, resolveu se lançar num projeto solo e hypou. Seu álbum de estreia, Devotion, é simplesmente espetacular e rendeu, entre outras, uma das melhores canções do ano, "Wildest Moments", que por pouco não entrou em nosso top 5.

Icona Pop: Se deus existe (pelo menos o da música), com certeza, ele é da Suécia. Ô terra pra render artistas maravilhosos (Robyn, Lykke Li, The Sound of Arrows e tantos outros que o digam)! E o Icona Pop - duo composto por Caroline Hjelt e Aino Jawo - é "só" mais um exemplo. Desde das estreias de La Roux e Little Boots não se via um electropop tão gostoso e viciante à primeira audição.



Spector: Pra quem pensa que o indie rock é um gênero que não rende surpresas, ou onde todos são meras variações de Strokes e Arctic Monkeys - por sua vez, resultado de diversas inspirações mais antigas - a banda inglesa Spector veio para comprovar que mesmo não acrescentando nada novo, é possível remisturar fórmulas já usadas, de uma maneira diferente, e fazer um álbum de estreia absolutamente delicioso, como o Enjoy It While It Lasts.


Menções honrosas: Alabama Shakes / Emeli Sandé / Grimes / Imagine Dragons / Rita Ora
www.quedelicianegente.com

8 comentários :

  1. sdds Lana Del Rey em "revelações"

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  2. Ela esteve nas revelações da retrospectiva 2011.

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  3. além de ter aparecido na deste ano em 2º lugar de melhor álbum com o Born To Die.

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  4. Concordo em gênero, número e grau com everything is Embarrassing como A MELHOR MÚSICA desse ano! "De longe" MESMO, absolutamente incrivel!

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  5. Rita Ora, porque tão diva?

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  6. Por onde anda La Roux falando nisso?? / Pra mim ficou faltando Imagine Dragons aí nas revelações...

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  7. Senti falta de Glad You Came do The Wanted na lista.

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  8. Glad You Came é do 1º semestre de 2011...

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