26/04/13

“Homem de Ferro 3” é um filme da ciência num mundo de símbolos



Estreia hoje por todo o Brasil (chupa EUA, bjs) um dos blockbusters mais esperados do ano. Homem de Ferro 3 vem para dar o pontapé inicial oficial no desenvolvimento da fase 2 da Marvel Comics no cinema.

Nesse longa, Tony Stark (Robert Downey Jr.) luta contra os efeitos que a quase-destruição de Nova York, n’Os Vingadores, causou em seu psicológico. Enquanto isso, o herói se vê frente à ameaça da tecnologia Extremis, desenvolvida pelos cientistas Maya Hansen (Rebecca Hall) e Aldrich Killian (Guy Pearce), e do Mandarin (Ben Kingsley), um terrorista midiático que quer destruir simbólica e politicamente os Estados Unidos.

A mudança de diretor, de Jon Favreau para Shane Black, veio cercada de discussão sobre como o tom do filme se transformaria. Se Favreau cercou o Homem de Ferro de alívios cômicos, Black iria, supostamente, colocá-lo em uma bolha de seriedade. Isso, de fato, não acontece. Então se você gosta do Stark zuão que conheceu nos cinemas, sim, ele ainda está aqui. No entanto isso não diminui, por exemplo, a intensidade sempre iminente do Mandarin. O vilão é incrivelmente bem desenvolvido (louvado seja Ben) e toda tecnicidade no/do filme só faz fortalecer sua construção.



Tirando algumas péssimas transições de cenas (no nível: novelas dos anos 90), a escolha de Shane Black em caracterizar as aparições midiáticas do vilão com uma filmagem amadora e suas impecáveis tomadas aéreas coloca o filme em um lugar certeiro. As cenas de ação são do c#r@lh*. Isso, ninguém pode negar. Outra coisa inegável são as ótimas atuações de todos os envolvidos, mesmo com uma carga considerável de frases clichês, com destaque, novamente, para Ben Kingsley.

O que incomoda é a sensação de que o filme está em uma constante balança. Em uma de suas falas, Aldrich Killian diz mais ou menos algo como "Depois de Nova York, o cara do martelo... a sutileza foi perdida". E foi mesmo. O equilíbrio entre as cenas e seu desenvolvimento é atingido poucas vezes e quando acontece não dura muito. O humor do filme é bom, mas acaba por chegar ao limiar do escrachado – para os padrões Marvel – em certas partes. Além de que muitas piadas são inseridas em momentos desnecessários, o que acaba por ficar descolado dentro do todo.

Uma coisa importante de se ressaltar é como esse filme é mais independente. Ele está inserido no universo Marvel mais pelo fato de ser um super-herói dessa companhia do que preocupado em berrar aos quatro cantos que é o começo da tão esperada fase 2. E isso é muito bem vindo. Afinal, o fato de que Tony Stark está em seu momento solo não nos impede de criar hipóteses e ligações para os filmes que estão por vir.

Homem de Ferro 3 é um filme bom, que vale muito a pena o ingresso, mas há chances palpáveis de não ser o blockbuster do ano.


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