Crítica: Anitta não se mostra tão PRE-PA-RA-DA assim em seu disco de estreia



Podem dar uma googlada por aí que vocês vão ver. Ou, na verdade, talvez nem precise. Todo mundo já sabe que "fenômeno" é uma palavra que está presente em cerca de 90% de resenhas, críticas, divagações e derivados sobre Anitta.

Não que a gente discorde, ou ache isso ruim, mas o "fenômeno" mesmo está muito mais atrelado ao fato dela conseguir sair de um nicho e conquistar o mainstream, do que pela música em si. Entendam por "mainstream" não aquela massa amorfa, mas todo mundo mesmo, de coxinhas a hipsters. Quem curte escuta, quem não curte escuta (pra poder falar mal, ter assunto no bar ou rebolar escondido na frente do espelho).

Ontem, depois de muita expectativa, depois de segurar por inúmeras semanas o primeiro lugar de vendas no iTunes e trabalhar exaustivamente seu maior hit, "Show das Poderosas", a venda do seu álbum de estréia teve início. E vamos combinar: todo mundo ouviu faixa a faixa com a ânsia de encontrar uma música que tivesse potencial pra ser "o novo Show das Poderosas", o que, infelizmente, não acontece.

Mas calma minha gente! Ainda vale a pena ler esta ~crítica~ até o final. Sabemos que ter um smash hit estourado antes mesmo do lançamento de seu primeiro álbum não é fácil pra ninguém. Gera expectativas demais. A própria Anitta, em recente entrevista, revelou que queria "chocar" com seu trabalho de estréia, mas os produtores puxaram as rédeas e disseram (não necessariamente nessas palavras): "Calma aí, queridinha, primeiro a gente conquista o povo, depois dominamos o mundo".

O álbum começa com o combo de samples das três músicas mais conhecias, "Show das Poderosas", "Meiga e Abusada" e "Tá na Mira". Até aí, sem grandes novidades, vão colar na sua cabeça, quer queira, quer não. Mas depois vem a surpresa de "Zen" que - na sua mistura de Chimarruts, Colbie Caillat e carioquês - podemos considerar reggae. E não para por aí. A fórmula se repete na décima terceira faixa, "Som do Coração". A impressão é que as duas músicas foram inclusas parar cumprir a "cota baladinha" que todo álbum pop tem... Lidemos com isso.

Vale a pena destacar "Eu sou assim", que tem uma vibe indiana e destoa do resto das músicas, surpreendendo positivamente. Agora o bicho pega mesmo quando o funk rola, com "Fica só olhando", "Eu vou ficar" e com a versão de "Show das Poderosas" do DJ Barutunha (quem?). É Anitta true, Anitta roots, de raiz, rebolando até o chão (SDDS Furacão 2000)!

As demais, incluindo "Não Para" também vem com aqueles samples que colam, tem potencial de venda, que se bem trabalhadas visualmente podem sim, fazer perdurar o hype.

Se a intenção da gravadora era passar por média, conseguiu, mas passou raspando. Nossa relação, por enquanto, é só um pente, mas a gente torce pra que vire um romance.

quedelicianegente.com

2 comentários :

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Eu esperava mais, a capa não foi bem produzida, as músicas originais perderam a cara, e não conseguiram emplacar no pop. Não sei se ela irá conseguir ser lembrada por muito tempo, por suas outras música!

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