Retrospectiva 2013 Parte 2/7: Os melhores discos e capas de discos do ano!



Discos são sempre a parte mais capciosa da Retrospectiva - dividida em 7 partes, cuja primeira, de clipes, já foi publicada - pois bate de frente ao gosto pessoal ou com materiais que defendemos com unhas e dentes, após ficarmos tanto tempo em contato.

Por isso, embora subjetividade também seja um dos fatores, não foi o único na hora de analisarmos quem entraria ou não aqui. Em outras palavras: não necessariamente listamos nossos discos favoritos do ano, mas sim os que, em nossa opinião, são os melhores (são coisas BEM diferentes), na combinação contextual, sonora, visual e de produção.

No entanto, um ponto não importante pra gente é o alcance dos artistas em questão (não em relação entre eles, pelo menos). Ou seja, a lista pode ter desde divas pop mainstream, até àquela banda de garagem cazaquistanesa que seu primo descolado lhe mostrou, como aliás, são as pautas normais do site.

Vale ainda dizer que no campo musical ainda teremos um post (o próximo) com os Melhores Singles, Maiores Hits e Revelações de 2013, no qual alguns, até então ausentes, podem aparecer.



Bastille - Bad Blood: Com seu debute, a banda atingiu exemplarmente as expectativas da crítica e público, geradas desde 2012. Bad Blood, nossa escolha de "álbum do ano", é a perfeita harmonia de várias camadas sonoras, compostas pelos instrumentos fixos dos integrantes - percussão eletrônica, guitarra acústica e teclados - além de violinos, backvocals, corais, sintetizadores e, claro, a voz melódica de seu vocalista, Dan Smith, que serve como argamassa desse esplêndido trabalho. Ouça "Icarus".



Justin Timberlake - The 20/20 Experience: Criando grande expectativa no curto período entre o anúncio e o lançamento do novo trabalho em si, Justin conseguiu, mesmo depois do elogiado FutureSex/LoveSounds, não só cumpri-la, como superá-la. Com sonoridade atmosférica (rendendo tal título, de referência oftalmológica, por suas canções que dão "pra ver") e moderna (paradoxalmente buscando inspiração no clássico), entregou o álbum pop mais consistente do ano. Ouça "Tunnel Vision".



CHVRCHES - The Bones Of What You Believe: A banda escocesa (momento Wiki: o nome se lê "tchârtiês", como "igrejas" em inglês), mesmo com o hype elevado de seus singles e EPs e trabalhando num ritmo onde tudo já foi feito, conseguiu surpreender no disco completo. Um electropop redondinho, que mais parece trilha de ficção cientifica, aliando doses certas de sintetizador, sampler, teclado, baixo, backvocals e o inusitado timbre quase infantil da vocalista, Lauren Mayberry. Ouça "Gun".



Paramore - Paramore: Nos três discos anteriores, o Paramore fez - muito bem, obrigado e Crush³ no coração - seu trabalho, basicamente misturando, de formas distintas, os mesmos ingredientes. Mas, em seu CD autointitulado, resolveram experimentar, fazendo faixas que vão desde um rock mais cru às que são puro pop detalhadamente produzido, passando até por elementos de soul. O resultado é completamente heterogêneo, nem por isso, menos coeso e impecável. Ouça "Ain't It Fun".



M.I.A. - Matangi: Com tantos adiamentos, quase já dava pra usar "antes tarde, que Matangi". Mas a cantora ameaçou vazar, ela mesma, o material, e a gravadora finalmente o lançou. E a espera valeu a pena. M.I.A. nos brindou com um disco que sintetiza muito bem tudo o que já fez e a sua inigualável capacidade de misturar batidões (e, algumas vezes, melodias mais tranquilas) à pluralidade cultural, lirica, sonora e até de ideais (ou contestação deles). Ouça "Exodus (feat. The Weeknd)".



Foals - Holy Fire: Em seu terceiro trabalho, a banda britânica conseguiu equilibrar, como nunca, a atmosfera onírica de sua parte instrumental (que, às vezes te engana nas introduções das canções, fazendo aguardar por algo bonitinho e/ou dançante) à dramaticidade vocal de seu líder, Yannis Philippakis. Assim, o Holy Fire é uma viagem musical densa, visceral e até meio depressiva, mas não menos mágica. Ouça "Out Of The Woods".




Sky Ferreira - Night Time, My Time: Pra gostarmos do CD, demorooooou, confessamos. Ele causa estranheza, perante o indiepop catchy com o qual Sky surgiu (de coisas tipo "One" e "17") e também está bem longe do minimalismo de seu último EP. Mas, depois de digerida, passamos a amar essa sujeira proposital e arranjos cheio de ruídos e ecos. É exagerada e herege tal comparação, mas se o grunge fosse pop, e não rock, Night Time, My Time seria quase um Nevermind. Ouça "Boys".



Jay Z - Magna Carta... Holy Grail: Tivemos ótimo discos hip-hop em 2013, como os do A$AP Rocky, Big Sean, Devlin, Drake e Tinie Tempah. Mas no topo figuram os novos trabalhos de Kanye West e Jay Z, dos quais, com muito pesar, decidimos listar um só. Embora o "Jesus" tenha músicas mais grandiosas, o "Santo Graal" funciona melhor no conjunto da obra, não só musicalmente, mas visualmente, área que outrora West tanto se preocupou, mas nesta fase, não. Ouça "Somewhere in America".



Disclosure - Settle: Surgidos de mansinho e dando o que falar com suas incríveis parcerias com, entre outros, Sam Smith, AlunaGeorge, Eliza Doolittle e Jessie Ware, os irmãos Guy e Howard Lawrence dominaram as pistas de danças moderninhas com seu álbum de estreia e a capacidade de fazer um house não repetitivo e não irritante, também pincelado de quês disco, sem necessariamente soarem nostálgicos (ainda bem!). Ouça "F For U".



Miley Cyrus - Bangerz: Analisando só do ponto de vista musical, o Bangerz nem merecia tanto assim estar no top 10 (talvez num 20 sim). Mas, neste caso, não podemos esquecer de toda a polêmica e falação que o envolveu, antes mesmo de seu lançamento. O disco em si, serviu quase para ilustrar esse contexto - Miley querendo se livrar, a choque, do estigma de Hannah Montana - através de um caótico, mas controlado, brainstorm de ritmos, letras e sentimentos. Ouça "Someone Else".



Beyoncé - BEYONCÉ: Já havíamos fechado nossa lista dos melhores álbuns do ano, quando, há alguns dias, do nada, Beyoncé lançou o seu novo, abalando as estruturas da música pop. Para não cortar ou alterar ordens, abrimos um parêntese especial ao trabalho, até mesmo porque ele não é um disco comum. O status de "muito bom" atingindo musicalmente, salta para "épico", levando em consideração o seu formato "visual" e maneira como foi lançado. Ouça TUDO! "Haunted".



Menções honrosas: Arcade Fire - Reflektor / Charli XCX - True Romance / Elliphant - A Good Idea / HAIM - Days Are Gone / Hurts - Exile / Kanye West - Yeezus / Little Mix - Salute / Natalia Kills - Trouble / Naughty Boy - Hotel Cabana / Sara Bareilles - The Blessed Unrest



Skylar Grey - Don't Look Down: Diferente da maioria dos sites, sempre fazemos questão de também listar as melhores capas do ano, tanto porque são o primeiro contato com o disco, como porque prezamos a parte visual das coisas. E 2013 trouxe capas com fotografias icônicas, por conseguirem sozinhas transmitir toda uma história (como o 1º e 7º lugares), ou terem uma ideia simples, mas marcantes (4º e 8º). Há também as tão ricamente ilustradas (3º, 5º, 6º e 9º), que dá até vontade de enquadrar.

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Menções honrosas: Atlas Genius - When It Was Now / Fenech-Soler - Rituals / Justin Timberlake - The 20/20 Experience / Kerli - Utopia (EP) / Kid Cudi - Indicud / Lady Gaga - ARTPOP / Little Boots - Nocturnes / Vampire Weekend - Modern Vampires of the City / Woodkid - The Golden Age / Yeah Yeah Yeahs - Mosquito
quedelicianegente.com

5 comentários :

  1. ainda mais Natalia Kills... cd ruim.

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  2. Álbuns: Bastille, Miley, Bey, Sky, Chvrches, e Justin. <3
    Capas: FOB, Paul McCartney, The National, Au Revoir Simone e Vampire Weekend. <3

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Amei o 1° lugar! Mas... por onde anda AM?

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