Retrospectiva 2014 Parte 4/7: o papo agora são os melhores filmes e séries do ano



Finalizamos a parte de música de nossa Retrospectiva 2014 falando, em três posts, dos melhores clipes, melhores álbuns, maiores hits, melhores singles e revelações musicais. Agora entramos em outros campos da cultura pop: o do cinema e o da TV.

Vale lembrar antes de vocês continuarem a ler que, principalmente quanto aos filmes, levamos muito em consideração o nosso público e os assuntos abordados no site. Ou seja, a temática foi importante na escolha e é bem improvável que, por mais maravilhoso que seja aquele longa iraniano só exibido no Festival de Cinema do Lituânia, apareça na lista.

Esclarecimentos feitos, pegue a pipoca e clique em "leia mais".



O Grande Hotel Budapeste (Wes Anderson):

Wes Anderson tem um estilo muito claro para todos os amantes de cinema. Em O Grande Hotel Budapeste ele ainda está lá, mas o diretor, com sua maestria, nunca se deixa transformar em uma caricatura de si mesmo (coisa que outros poderiam aprender). Com a ajuda de nomes incríveis e de um background histórico importante, Wes revitaliza seu trabalho e marca-se novamente na cultura cinematográfica – que, inclusive, ajudou a construir.



X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (Bryan Singer):

A franquia dos X-Men dava sempre um siricutico em seus fãs e admiradores de tantos erros de continuidade em seus roteiros espalhados por aí. A Fox, então, chamou Bryan Singer, que introduziu os heróis no cinema lá em 2000, para consertar alguns desses problemas. Como se fosse o mestre do reboot, o diretor juntou duas gerações (a original e a de Primeira Classe, de 2011), reinaugurou a viagem no tempo e ainda deu vida longa à franquia. Tudo com um roteiro 10/10.



Interestelar (Christopher Nolan):

Nolan é sempre criticado por um milhão de defeitos que seus filmes repetem. Interestelar não foge dessas críticas de maneira alguma, mas ainda assim consegue ser um longa que se destacou confortavelmente esse ano. Levar a audiência a se fazer perguntas que provavelmente não entrariam em questão em suas vidas não é para qualquer um. Nolan faz novamente o que sabe fazer de melhor: vestir de blockbuster enredos instigantes e que perduram no tempo e espaço.



Garota Exemplar (David Fincher):

Juntar David Fincher com Bem Affleck poderia ser uma ideia muito boa, mas provavelmente nada disso seria tão incrível sem o envolvimento de Gillian Flynn. A história da roteirista consegue conquistar facilmente qualquer pessoa. Não por ser extremamente relacionável ou fantasiosa, mas por mexer com lugares da nossa consciência que nos faz duvidar de cada possível twist. Garota Exemplar é um daqueles filmes que crescem a cada vez que revemos.



Guardiões da Galáxia (James Gunn):

Nós (e a Marvel) sabíamos que não daria para tirar dinheiro do Homem de Ferro para sempre. O que duvidamos foi de que a divisão da Disney conseguiria lançar um filme que fizesse tanto sucesso de crítica e público com personagens relativamente desconhecidos. A narrativa de James Gunn e a escolha de um elenco que inusitadamente deu certo entrega tudo o que o espectador de blockbuster espera. E não é no sentido de entretenimento puramente descartável.



6. Boyhood: Da Infância à Juventude (Richard Linkalater)
7. Uma Aventura Lego (Phil Lord e Christopher Miller)
8. Os Boxtrolls (Graham Annable e Anthony Stacchi)
9. Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (Daniel Ribeiro)
10. The Taking of Deborah Logan (Adam Robitel)


Veep (HBO):

Julia Louis-Dreyfus, uma das rainhas da comédia norte-americana, reforça o papel da mulher nessa área do entretenimento e faz por valer seu protagonismo numa das séries que se destaca como o melhor humor da atual HBO. Acompanhada de nomes como Anna Chlumsky e Tony Hale, Veep leva a política aos espectadores sem dedos para tratar de tópicos que os estadunidenses mais tradicionais não gostariam de ver transmitidos para tantas pessoas.



My Mad Fat Diary (E4):

Protagonistas vulneráveis são bastante comuns, mas tratar as inseguranças de uma menina que não se encaixa nos padrões com fidelidade ao sentimento de milhares de jovens não é recorrente. My Mad Fat Diary teve somente duas temporadas, mas se destacou em meio a seriados de canais maiores e com mais exposição. A saga de uma pequena parte da protagonista Rae revive momentos de todos os underdogs que encontram na amizade uma forma de apoio.



Broad City (Comedy Central):

Se formos comparar (o que não gostamos muito de fazer), Broad City seria como uma Girls sem todos os defeitos raciais e étnicos do roteiro higienizador de Dunham. Produzida por Amy Poehler, a vida das nova-iorquinas Abi e Ilana é passada com um pé tão fixo na realidade que até os exageros da narração se tornam críveis. Drogas, sexo e classe são o cerne da série que não tem medo de ir para qualquer lugar e tocar em assuntos que alguns não esperariam ver na TV.



Transparent (Amazon):

Começando pelo título - que denuncia o status de invisibilidade de pessoas trans -, Transparent é uma pérola do atual momento dos seriados. Feita pela Amazon (outro fator interessante se pensarmos em como serviços de streaming crescem atualmente), a série discute a questão de forma não menos que incrível. As dificuldades de aceitamento e entendimento estão ali ainda atreladas à avançada idade da protagonista. Em uma época ainda intolerante, é um grande must-see.



True Detective (HBO):

Uma série tão cinematográfica que levou nomes como o requisitado Matthew McConaughey e o evidente Woody Harrelson para a TV. Nic Pizzolatto criou um show com uma premissa simples, já conhecida e que deu extremamente certo: temporadas independentes, detetives e estrelas de Hollywood. Mais do que o roteiro afiado e intimidador, True Detective representa um futuro legado de aproximação entre dois meios comunicacionais por tanto tempo forçadamente díspares.



6. Penny Dreadful (Showtime)
7. Please Like Me (ABC2)
8. The Flash (The CW)
9. How To Get Away With Murder (ABC)
10. The Leftovers (HBO)
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