Alice Glass supera um relacionamento abusivo na faixa solo “Stillbirth”



Desentendimentos no underground e mainstream não são novidades. Já presenciamos brigas entre Kesha e Dr. Luke, Rita Ora e Calvin Harris, CSS e Adriano Cintra, entre outras. Há algum tempo, tivemos também divergências entre outros grandes nomes da cena alternativa: Alice Glass e Ethan Kath. A confusão levou à dissolução da parceria e cada um seguiu seu próprio caminho na indústria musical.

Ethan mantém o Crystal Castles com uma nova e misteriosa vocalista - que alguns desconfiam ser ele próprio com a voz modificada -, e lançou as canções "Deicide" e "Frail". Agora chegou a vez de Alice mostrar o resultado de sua empreitada solo.

Lançada hoje, a faixa "Stillbirth" foi produzida por Jupiter Keyes, da banda de rock experimental e electro-industrial Health. Assim como as novas do ex-colega de dupla, a (re)estreia de Glass intercala uma sonoridade frenética e melódica. Mantendo a atmosfera sombria que virou a marca registrada do CC na música eletrônica dos anos 2000, a "canção-sobrevivente" inova nas batidas densas da música industrial.

No entanto, o brilho do novo material da cantora não está exatamente nas melodias soturnas, e sim em seu propósito desoprimido e altruísta. A letra de "Stillbirth", parcialmente autobiográfica, aborda um relacionamento abusivo pelo qual Glass passou. E, como se não bastasse a coragem de assumir publicamente o episódio e exorcizá-lo através da música, ela pretende ajudar outras pessoas que passaram por essa horrível situação a aliviar seus temores.

Numa carta aberta à la JoutJout em seu site oficial, a cantora detalhou sua experiência e revelou que o valor arrecadado com a venda da faixa será revertido para uma intuição, a RAINN, que oferece ajuda a vítimas de violência doméstica.


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