Batemos um papo com o ator Rubén Blades da série “Fear The Walking Dead”



Novamente fomos convidados pela AMC Latinoamérica para entrevistar um ator da série Fear The Walking Dead. A filial já fez diversos eventos no Brasil ao qual fomos chamados e renderam postagens, como as exibições dos episódios pilotos da prequela de The Walking Dead e o da série Into The Badlands, além da entrevista com Mercedes Mason (Ofélia Salazar) em agosto do ano passado.

Dessa vez o canal fez algo inusitado e participamos, no último sábado (dia 19), de um Google Hangout com Rubén Blades (Daniel Salazar no seriado zumbi derivado), outros blogueiros e donos de fanpages do seriado de diversos países da América Latina e Espanha.


Ofélia Salazar (Mercedes Mason) e o pai Daniel Salazar (Rubén Blades) em foto promocional da 2ª temporada de Fear The Walking Dead.

Rubén nasceu no Panamá e, além de ator, também é músico, ativista político e já presidiu o Ministério do Turismo de seu país natal. Muito simpático e tranquilo, ele até arriscou algumas saudações em português e gritou "Brasil!" com sotaque carioca.

Durante a ocasião, não foram reveladas muitas informações sobre a trama. Isso porque, como o próprio relatou durante a conversa, assim como nós, também não sabe muitos detalhes, já que ele e o restante do elenco recebem apenas partes do roteiro ao invés de uma versão completa da temporada. Contudo, contou-nos alguns pontos relevantes e curiosidades.

O intérprete de Salazar falou sobre o cenário marítimo do segundo ano do spin-off. Segundo ele, o balanço constante do mar causou enjoo ao elenco e equipe de produção. Quanto a influência desse elemento na trama, a imprevisibilidade que os personagens enfrentam é grande. Ademais, revelou que o enredo será desenvolvido majoritariamente com os personagens em terra firme.

Muitos fãs do universo criado por Robert Kirkman alegavam que a solução para evitar os caminhantes seria se isolar em uma ilha. Quando falou sobre os contratempos que Travis Manawa (Cliff Curtis) e cia terão, o entrevistado certamente se referia aos zumbis serem uma ameaça mesmo em alto-mar, conforme é mostrado nos teasers divulgados até o momento.





Sobre seu personagem, o panamenho afirmou que Daniel é talvez um dos mais psicologicamente complexos e será muito afetado pela perda de sua esposa, a qual o ajudava a apaziguar os fantasmas de seu passado. O pai de Ofélia não mais agirá com tanta frieza, já que o luto o fará titubear ao tomar decisões.

No Hangout, o artista também discorreu sobre a quebra de estereótipos do latino nos EUA, não só através da presença na trama, mas também pelo respeito em manter alguns diálogos em espanhol. E contou curiosidades, sobre como às vezes as produções da TWD e FTWD coincidem, dependendo de onde é a locação do momento - atualmente estão gravando em Baja Califórnia, estado do México, então boa parte do profissionais envolvidos são do local.

O ritmo da série já não será tão lento quanto no primeiro ano. O grupo já passou da fase de estranhamento ao colapso da civilização e aos mortos-vivos, o que fará que não hesitem em mata-los e não trata-los mais como humanos. A dinâmica agora caminhará em direção à compreensão de que os outros sobreviventes podem ser uma ameaça maior do que os próprios infectados, bem como em The Walking Dead.

O programa retorna em 10 de abril e terá 16 episódios - 10 a mais que a primeira temporada.
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