Retrospectiva 2016 Pt. 2/6: escolhemos os melhores álbuns e capas de álbuns do ano



Finalmente, a segunda parte de nossa Retrospectiva 2016. Depois de falarmos dos melhores videoclipes, chegou a vez de abordar os melhores álbuns que passaram por nossas caixinhas de som de headphones durante este ano.

Seguindo a lógica do post anterior e o formato de nossas retrospectivas de outros anos, a equipe do blog listou o que considera os vinte melhores registros musicais desse período, com mini-resenhas para os dez primeiros colocados.

E como a primeira impressão também é algo importante, falamos ainda das melhores capas de discos. Tudo isso, depois do "leia mais".



Ariana Grande - Dangerous Woman:

O terceiro registro de estúdio de Ariana Grande, na verdade, se chamaria Moonlight. O título e a música homônima que acabou abrindo o Dangerous Woman, mostram que a cantora provavelmente pretendia seguir por um caminho totalmente diferente do que acabou seguindo. Ainda bem que ela mudou de ideia e resolveu misturar o r&b, em que é tão boa, a um apoteótico e sensual pop, muito bem feito em sua mistura de melodias e instrumentos eletrônicos e analógicos. [ouça]



The Weeknd - Starboy:

O fato do músico canadense decidir lançar um novo disco com apenas um ano de intervalo entre seu elogiado trabalho anterior, causou estranheza e receio de que não conseguisse manter-se além das expectativas. Ledo engano. O cantor não apresentou algo completamente novo, mas sim deu continuidade à logica, explorando-a de novas formas, evoluindo-a e até a retrocedendo em nome de uma simplicidade proposital. Um delicioso disco híbrido de sonoridades das últimas quatro décadas. [ouça]



BROODS - Conscious:

Surgidos num mundo que acabava de conhecer Lorde, a dupla conterrânea chamou a atenção do público pela sonoridade relativamente parecida e pelo produtor em comum. O problema é que seu primeiro álbum acabou não apresentando grandes novidades, seja pelo já citado contexto, seja por ter sido precedido de um EP e vários singles. Já em Conscious, os irmãos Georgia e Caleb Nott conseguiram achar seu caminho num registro multifacetado e redondinho. [ouça]



Kanye West - The Life of Pablo:

Sabemos que o Kanye West é um babaca egomaníaco, que se acha um gênio. O pior (ou melhor) é que ele realmente o é. The Life of Pablo é mais uma prova de sua genialidade. O trabalho misura inúmeros samples, sonoridades, parcerias, coros épicos, instrumentos e ruídos ao seu hip-hop, criando algo heterogêneo, mas extremamente coeso. Podemos considerar My Beautiful Dark Twisted Fantasy o velho testamento e The Life of Pablo o novo. Fiquemos com o versículo "Fade". [ouça]



ANOHNI - Hopelessness:

Hopelessness é um disco de contrastes em todos os sentidos. Há contrastes nos arranjos e vocais, que te surpreendem a cada acorde inesperado. Há contrastes por soar, de certa forma, bastante radiofônico, vindo de uma artista de renome no meio alternativo. E, principalmente, há contraste entre as bonitas melodias e a amargura dos temas abordados nas letras. Extremamente politizado e anti-bélico, é um apelo em formato de disco, essencial para os dias que vivemos. [ouça]



Rihanna - ANTi:

Rihanna sempre surpreende. Mesmo com um disco que demorou quase quatro anos para sair, gerando expectativas e medos de frustrações, não foi desta vez que quebrou a regra. Ilustrando perfeitamente o nome que carrega, ANTi não é óbvio e nem fácil de digerir na primeira audição. Mas mostra uma Rihanna com a vontade de experimentar (poxa, tem até regravação de Tame Impala!) e continuar sendo uma das artistas mais relevantes do pop atual - mesmo que não pareça ligar pra isso. [ouça]



Solange - A Seat At The Table:

A Seat At The Table de Solange é um belo exemplo de como a expressão "menos é mais" pode ser verdadeira. Mesmo que construído com o auxílio de ótimos produtores e colaborações, o álbum traz sonoridades minimalistas e concisas. Ao apostar nelas, a artista encontra espaço para colocar os seus vocais ditando as regras às belas melodias e para debater assuntos de extrema relevância, como o racismo e o machismo, de modo muito orgânico. [ouça]



Chance the Rapper - Coloring Book:

Mesmo que, tecnicamente, Chance the Rapper não tenha nenhum disco - ele chama seus registros de estúdio de mixtapes - uma coisa é inegável: Coloring Book é um álbum foda pra caralho! Contando com parcerias na maioria das faixas, de nomes consolidados no gênero até aparições inusitadas (como Justin Bieber e o Coral de Crianças de Chicago), o músico consegue criar uma ópera épica do hip-hop, sem ao menos parecer estar se esforçando para fazê-la. [ouça]



David Bowie - Blackstar:

Lançada em seu aniversário de 69 anos, pouco antes de falecer, a última obra Bowie conta com elementos eletrônicos, percussões bem marcadas e incursões ao jazz. O resultado é denso, claustrofóbico e pessimista, combinando com o contexto fúnebre em que veio ao mundo. Seu título também compatível a uma estrela que estava se apagando, mas que continuará brilhando na galáxia de nossas memórias e na riqueza de sua história e repertório. [ouça]



Beyoncé - Lemonade:

Imagina conseguir juntar temas pessoais, como infidelidade, com políticos, como racismo e exaltação de sua negritude. Imagina juntar sonoridades como r&b, soul, reggae, hip-hop, rock e country. Imagina contar com parcerias inesperadas, como James Blake e Jack White. Imagina fazer música e vídeo de todas as faixas conversarem de uma vez. O ponto de coesão se chama Beyoncé, que tem a capacidade de gerenciar todos esses elementos e usar seu talento e persona como a argamassa. [ouça]



11. Glory - Britney Spears
12. Frank Ocean - Blonde
13. Radiohead - A Moon Shaped Pool
14. Tove Lo - Lady Wood
15. Drake - Views
16. Blood Orange - Freetown Sound
17. M83 - Junk
18. Fresno - A Sinfonia de Tudo Que Há
19. Lady Gaga - Joanne
20. The 1975 - I Like It When You Sleep, for You Are So Beautiful yet So Unaware of It



Rihanna - ANTi:

Como dá pra notar em tudo que fazemos, também nos preocupamos com o apuro estético das coisas. Inclusive álbuns. Neste ano, quem conseguiu fazer uma capa de álbum tão inesperada quanto o próprio som, foi Rihanna, através de uma imagem desenvolvida pelo artista israelense Roy Nachum. Os demais contemplados também transmitem uma iconicidade equivalente através de técnicas como fotografia, ilustrações e manipulação digital - ou a mistura delas.

1. Rihanna - ANTi | 2. Yeasayer - Amen & Goodbye | 3. Santigold - 99c | 4. Shura - Nothing's Real | 5. Flume - Skin | 6. Childish Gambino - Awaken, My Love! | 7. Mahmundi - Mahmundi | 8. Jamila Woods - HEAVN | 9. Fresno - A Sinfonia de Tudo Que Há | 10. Justice - Woman







11. Kings of Leon - Walls
12. Die Antwoord - Mount Ninji And Nice Time Kid
13. Vaults - Caught In Still Life
14. William Ryan Fritch - New Words For Old Wounds
15. Green Day - Revolution Radio
16. Chairlift - Moth
17. Jojo - Mad Love.
18. Sturgill - A Sailor's Guide to Earth
19. Young Thug - JEFFERY
20. Red Hot Chili Peppers - The Getaway
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