Retrospectiva 2016 Pt. 3/6: maiores hits, melhores singles e revelações musicais



Depois de falarmos dos melhores clipes e melhores álbuns, a nossa Retrospectiva 2016 fecha o assunto "música" com os maiores hits, melhores singles e revelações musicais do ano.

Vale lembrar que, embora a categoria "Hits" esteja mais ligada ao fator numérico e aos charts, também levamos em conta a nossa percepção do que fez sucesso dentro dos nichos musicais abordados no site. Quanto aos "Singles", analisamos a qualidade e a importância de seus lançamentos. E nas "Revelações", os novos artistas ou grupos que deram o que falar.



Drake feat. Wizkid e Kyla - One Dance:

Drake se consolida cada vez mais em sua carreira e também nas paradas musicais ao redor do mundo. "One Dance" foi o hit das plataformas digitais este ano, sendo o primeiro a chegar a ter 1 bilhão de players no Spotify. Não é à toa que a gente se deparava com essa música mais que uma vez ao dia - seja nas rádios, em compartilhamentos nas redes sociais ou nos fones de ouvido no último volume do celular do coleguinha ao lado no transporte público.



Fifth Harmony feat. Ty Dolla $ign - Work From Home:

Fazia um bom tempo que uma música de uma girlband não fazia tanto sucesso. "Work From Home" conquistou as pistas, nas quais o mais comum era ver gente formando um grupo de cinco pessoas, para cada uma bancar uma integrante na coreografia. Mesmo numa boa fase mercadológica, recentemente o grupo perdeu a integrante Camila Cabello. O lado bom (ou não) disso, é que, daqui pra frente, só precisaremos arrumar mais três acompanhantes para dançá-la.



Rihanna feat. Drake - Work:

A medalha de bronze e também o prêmio de música-chiclete do ano vai para "Work" da Riri. Mesmo quem não gosta da música, por julgá-la meio deslocada dentro do álbum ANTi da barbadiana, volta e meia se via cantarolando-a no trabalho ou enquanto realizava as tarefas rotineiras, como lavar a louça ou levar o lixo para fora. Tudo sem perder o rebolado, é claro. E quando a música toca nas baladas da vida, uma coisa é certa: no refrão todo mundo vai até o chão.



Sia feat. Sean Paul - Cheap Thrills:

Sia é conhecida por compor para outros artistas e para trilhas sonoras de filmes, mas também tornou-se atualmente uma hitmaker como cantora solo. Assim como "Chandelier", "Cheap Thrills" não estourou de primeira, contudo, foi caindo no gosto do público aos poucos, à medida que a divulgação da música aumentava - com direito até a filtro no Snapchat! Além de tirá-la de sua zona de conforto "balada" em termos de arranjos e estrutura, a canção se tornou o seu maior hit.



Justin Timberlake - Can't Stop The Feeling:

Diferentemente do resto do Top 5, nosso primeiro lugar não é uma colaboração. A gente vê que o Justin Timberlake é o cara quando só precisou de uma música para deixar sua marca registrada em 2016. "Can't Stop The Feeling" é aquele raro caso no qual, ao invés do filme trazer notoriedade ao artista, é o cantor que gera repercussão para a película - aqui, para a animação Trolls. Contextual e musicalmente falando, dá pra dizer que foi a "Happy" de 2016.



6. DJ Snake feat. Justin Bieber - Let Me Love You
7. Calvin Harris feat. Rihanna - This is What You Came For
8. The Chainsmokers feat. Halsey - Closer
9. Anitta feat. Maluma - Sim ou Não
10. Side to Side - Ariana Grande



MC Carol & Karol Conka - 100% Feminista:

Como tudo, os gêneros musicais também têm o seu lado machista, em maior ou menor grau. É o caso do funk brasileiro, que rotineiramente objetifica as mulheres. O que dizer então quando duas mulheres resolvem utilizar o ritmo para criar um trabalho empoderador? Com versos duros e crus, MC Carol e Conka nos mostram como o feminismo tem que estar presente no cotidiano de todas as pessoas e não virar uma ferramenta classista. Um dueto de peso e também um belo soco no estômago.



Woodkid - Land of All:

Em tempos de crises migratórias e Trump na presidência dos EUA, Woodkid precisou falar uma coisa óbvia, mas necessária: vivemos numa terra que deveria ser para todos. Com piano, instrumentos de cordas, vozes distorcidas e percussões metálicas que culminam num final épico, "Land Of All" deixa de ser apenas a trilha sonora do filme Desierto para nos levar a uma verdadeira viagem, cujo destino é a triste realidade em que o mundo se encontra atualmente.



Grimes - Kill V. Maim:

Que Grimes transita entre várias influências e vertentes musicais não é novidade alguma. Agora colocar tudo isso em uma música é um desafio. No entanto, "Kill V. Maim" foi uma grata surpresa. Ao longo de quatro minutos, você se surpreende a cada instante, sem saber se está ouvindo uma rave, uma abertura de anime ou um pop rock. E essa mistureba boa ainda consegue ser radiofônica! O que mostra que além de ser uma ótima cantora, a artista é uma boa produtora.



Louisa Johnson - So Good:

Mesmo para aqueles que são vencedores de competições musicais, entrar no mercado musical é difícil. Entretanto, Louisa Johnson deu um bom pontapé inicial. Apostando em um mid-tempo com um arranjo forte, refrões explosivos dramatizados por teclados e uma pegada eletrônica, "So Good" mostra que a cantora não está de brincadeira e tem tudo para ser mais uma estrela desse nicho de revelações que programas como o The X-Factor nos proporciona.



The xx - On Hold:

E para quem achava que o The xx não conseguiria se reinventar dentro de sua proposta sonora, se enganou. "On Hold" é um dos trabalhos mais radiofônicos do trio, que se baseou em um sample acelerado do hit oitentista "I Can't Go Far That (No Can Do)", misturado a sintetizadores ascendentes e ao seu característico baixo. Mas claro, o minimalismo ainda está ali, só que agora com um gosto de nostalgia e atemporalidade que fez dele o melhor single de 2016.



6. Beyoncé - Hold Up
7. Bridgit Mendler feat. Kaiydo - Atlantis
8. Ariana Grande -  Into You
9. Jake Bugg - Gimme The Love
10. Noah Cyrus feat. Labrinth - Make Me (Cry)




Liniker e os Caramelows:

"Bicha, preta, pobre" e talentosa. Essas são as palavras que o próprio Liniker usa para se descrever, com um adendo nosso ao final, claro. Junto à sua banda de apoio, os Caramelows, o paulista viu a canção "Zero" viralizar em 2015, e abrir espaço para o que viria este ano, o intenso primeiro disco, Remonta, um soul potente e orgulhosamente negro e LGBTQIA, cheio de técnica e belos arranjos, que vão de encontro a sua voz fortemente marcada, de uma maneira que deixaria Tim Maia orgulhoso.



Shura:

Depois de reverberar no meio musical alternativo nos últimos dois anos e aparecer como uma das cantoras britânicas promissoras de 2016 pela lista Sound of... da BBC, Shura (diminutivo de Aleksandra, em russo), devastou corações com letras cativantes que falam sobre o amor e suas perdas, com um pano de fundo dançante digna dos melhores hinos oitentistas. Uma sensibilidade que só quem escreve e produz seu próprio trabalho é capaz de transmitir.



DNCE:

Encabeçado por Joe Jonas na companhia de Jin Jon Lee (guitarrista), Cole Whitte (baixista e tecladista) e Jack Lawless (baterista), temos um projeto musical bem redondinho que deu super certo. Prova disso foi o hit instantâneo "Cake by The Ocean". Com um som que lembra inicialmente algo entre No Doubt e Maroon 5, DNCE mostrou estar seguindo o seu próprio caminho, entregando um pop rock descontraído, cheio de riffs, sintetizadores e batidas contagiantes.



BLACKPINK:

Num mercado musical onde nasce uma girlband todo mês, se destacar não é nada fácil - ainda mais quando há toda uma pressão implícita, seja do público ou da gravadora, para se tornarem uma espécie de "sucessoras do 2NE1". Mas Jennie, Lisa, Jisoo e Rosé, se provaram versáteis e bem produzidas, tanto na sonoridade, como no visual. Além disso, as garotas trouxeram um novo fôlego ao pop sul-coreano, conquistando a atenção dos charts ocidentais logo na estreia, coisa não muito comum por lá.



Dua Lipa:

A cantora, compositora e modelo de origem libanesa é a atual queridinha musical do Reino Unido. E não é para menos. Em seu primeiro ano no cenário musical, Dua dominou os charts britânicos com seu pop, foi recebida com elogios tanto pelo público quanto pela crítica especializada e ainda garantiu um contrato promissor com a Warner Music, que já agendou seu álbum para o início do ano que vem. 2017 vai ter muito mais Dua Lipa sim, mwah!



6. NAO
7. Aurora
8. Mahmundi
9. Kiiara
10. Sofi Tukker
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